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    TanTin: restaurante de comida brasileira tem pratos fartos e ótimo custo-benefício

    A gastronômica rua dos Pinheiros ganha casa com ares de boteco e uma cozinha que, como o próprio nome já diz, traz "um TanTin" de cada região do país

    Rodolfo Regini

    Tina Binido Viagem & Gastronomia

    São Paulo

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    Em uma esquina com mesinhas típicas de bar na rua dos Pinheiros, em São Paulo, no maior clima de boteco antiguinho de cidades do anterior, está o novo TanTin, restaurante recém-inaugurado do chef Marco Aurélio Sena.

    Sena, que já passou por casas de diferentes culinárias, como o coreano Komah, o Marakuthai, de inspiração tailandesa, e o espanhol Me Vá, apostou desta vez na gastronomia brasileira: no TanTin, o que reina é a brasilidade.

    Das músicas ao fundo à decoração, dos drinques aos pratos, as referências vêm de todos os lados do país.

    “Fui buscar um pouco de cada lugar do Brasil. Uma referência, um costume, algo simples que têm nos pratos dos brasileiros. O resultado é um menu simples, porém repleto de sabor, justamente para combinar quase que à perfeição com os drinques”, comenta o chef à CNN.

    Pastel de camarão e batidas no novo TanTin / Tina Bini

    No almoço executivo, servido de segunda à sexta (R$ 35), há duas opções de pratos, que chegam à mesa em pratos fartos e bem executados.

    Às segundas, tem o galeto assado com salada de batata com ovos, farofa de alho e vinagrete; às terças, o strogonoff de frango com arroz e batata palha. Já na quarta-feira, feijoada completa, claro; às quintas, baião de dois com ovo caipira na manteiga; e às sextas, peixe frito, vatapá, arroz e vinagrete.

    Para quem não quiser nada disso, o parmegiana com arroz, servido com batata assada com páprica, ou o picadinho com carne de sol com arroz, feijão, couve, farofa, vinagrete e ovo estalado, estão disponíveis todos os dias.

    O menu executivo inclui ainda uma saladinha, abacaxi com mel e raspas de limão e café coado para finalizar.

    Há também o menu de beliscos e principais. Vale começar com o bolinho de jerimum e queijo cuia (R$ 24) – a cada mordida, o queijo “puxa-puxa” explode na boca, uma delícia.

    Também tem um pastel crocante de camarão com recheio cremoso (R$ 26 – duas unidades); o “PQP que Moela”, que é cozida com cebola, tomate e ingredientes secretos (R$ 32); o coração de frango com azeite e alho (R$ 38), e as conservas da Dona Ruth, mãe de Marco, com batata, azeitona, cebola e ovo de codorna colorido (R$ 28 – com 100g).

    Arroz Maria Isabel do novo restaurante de Pinheiros, TanTin / Tina Bini

    Na carta de principais, há o Assado do Rei com mandioca na manteiga de garrafa, farofa de alho e vinagrete (R$ 60); o macarrão pantaneiro com carne de sol, linguiça curada, cerveja, tomate e cheiro verde (R$ 54); o arroz Maria Isabel com carne de sol, queijo coalho, manteiga de garrafa, pimenta de cheiro, tomate, cebola roxa, cheiro verde de ovo caipira (R$ 56), entre outros.

    Não poderiam faltar boas sobremesas, como a cocada cremosa com sorbet de limão (R$ 22), o pudim de leite com laranja desidratada, pé de moleque e flor de sal (R$ 18); e o mousse de doce de leite com pão de mel e amendoim (R$ 26).

    Cocada cremosa com sorbet de limão / Tina Bini

    A carta de drinques foram pensados e criados por Vina Apolinário, bartender que largou a vida agitada de São Paulo para trabalhar em Caraíva, na Bahia, e que recebeu de Sena o seguinte pedido: uma carta bem brasileira e que fosse inclusiva.

    O resultado vem em 12 drinques autorais, além de 4 caipirinhas, como a de tangerina com poejo, caju limão e manjericão e maracujá e lichia.

    Entre as opções, há o biritin, referência ao bairro Birita de Caraíva onde as infusões em cachaça são comuns, e que leva Gabriela da casa (cachaça com infusão de cravo e canela), vermute tinto, suco de limão e Angostura Laranja (R$ 32); a mula (uma referência à forma que os potiguares bebem cachaça onde ela é guarnecida com uma fatia de caju e sal) com cachaça, xarope de gengibre, suco de limão, concentrado de gengibre e espuma de caju salgada (R$ 29); o melissa real, drinque refrescante com gin, erva cidreira, espumante, xarope de açúcar e suco de limão (R$ 33); o elis, uma versão abrasileirada do penicilina e uma referência ao apreço da cantora ao uísque, com uísque, suco de abacaxi, concentrado de gengibre, xarope de canela sassafrás e finalizado com whisky defumado (R$ 29); o purple pickle, drinque agridoce, com tequila, picles de beterraba, suco de limão e xarope de açúcar (R$ 28), e o aridan, versão do rabo de galo, com cachaça infundida em fava de aridan – usada no candomblé – com vermute tinto e Cynar (R$ 29).

    TanTin 

    Rua dos Pinheiros, 987, Pinheiros, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: segunda, das 12h às 15h, terça e quarta, das 12h às 23h, quinta a sábado, das 12h à 1h, e domingo, das 12h às 18h.


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