Luxo e sustentabilidade: Qatar quer construir resort flutuante que produz a própria energia

Projeto prevê capacidade para 152 quartos, gerador de eletricidade própria, coletar e reaproveitar água da chuva e resíduos alimentares

Luxo e sustentabilidade: Qatar quer construir resort flutuante que produz a própria energia
(Foto: Getty Images)

Tamara Hardingham-Gill, CNN
(CNN) Nos últimos anos, hotéis flutuantes têm surgido em todo o mundo com estruturas cada vez mais inovadoras e bizarras – principalmente em Dubai e no Qatar. Só que a equipe de design turca Hayri Atak Architectural Design Studio (HAADS) pretende elevar a “consciência ecológica” a um outro patamar.

O projeto do hotel de luxo, com capacidade de 152 quartos, não só gera eletricidade própria, como também coleta e reaproveita água da chuva e resíduos alimentares. Com o lema “perda mínima de energia e desperdício zero”, a equipe da HAADS trabalhou com vários especialistas, incluindo engenheiros de construção naval e arquitetos, para conceber o projeto que está em obras desde março de 2020.

Hotel é rotativo. Quando finalizada, a estrutura flutuante funcionará de forma semelhante a um dínamo, ou seja, utilizará a corrente de água como turbinas e transformará a força das marés em energia elétrica. O movimento deve ser controlado por um sistema computadorizado para que a estrutura fique afastada da direção de navios, hélices e propulsores.

Luxo e sustentabilidade: Qatar quer construir resort flutuante que produz a própria energia
Resort flutuante no Qatar (Foto: Hayri Atak Architectural Design Studio)

Embora o hotel inicialmente esteja localizado no Qatar, o projeto também poderá ser localizado em qualquer lugar com a corrente certa devido à sua “característica móvel”, de acordo com os designers. Sim, a estrutura, que está em constante movimento, é móvel.

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Porém é bastante improvável que os hóspedes sintam tonturas, pois o hotel leva 24 horas para girar 360 graus. Ou seja, os movimentos são bem lentos.

Conceito eco-friendly. Com uma área de mais de 35 mil metros quadrados, a estrutura pode ser acessada por meio de um píer flutuante conectado ao continente, via aérea (há um heliponto) ou via fluvial (há um deck).

O telhado tem forma de vórtice e foi projetado para coletar a água da chuva, que será reutilizada para diversos fins, incluindo irrigação. O hotel também pretende tratar a água usada que produz para “não agredir o meio ambiente”, bem como desenvolver unidades de separação de resíduos “para a reciclagem de substâncias, como resíduos alimentares”.

Embora tenha uma roupagem ecológica, o hotel segue o mesmo nível de luxo associado aos hotéis flutuantes de cinco estrelas, com piscinas internas e externas, spa, ginásio e campo de minigolfe.

(Foto: Hayri Atak Architectural Design Studio)

Totalmente sustentável. O projeto ainda está na fase inicial, mas a equipe já definiu uma data de entrega: 2025. Apesar dos atrasos devido à pandemia e de alguns detalhes de pesquisa tecnológica que ainda necessitam avançar, os designers disseram que já existem investidores interessados e estão “esperançosos” de que o hotel estará pronto e funcionando dentro do prazo.

Um dos fatores, no entanto, que tem preocupado os engenheiros é a logística que estaria envolvida numa possível mudança de lugar e “em caso de falhas técnicas”, com energia ou conexão enquanto estiver na água, por exemplo.

Se estiver pronto dentro do prazo, o projeto estará alinhado ao projeto do Qatar de ampliar sua linha hoteleira. O país investiu na construção de 16 hotéis flutuantes de luxo especificamente para a Copa do Mundo de 2022, que ocorrerá no país.

Paralelo a obra, o Sea Palace Floating Resort de Dubai, custeado em US $ 164 milhões e construído pela empresa de construção naval dos Emirados Seagate Shipyard e pelo Arctic Bath da Suécia, abriu suas portas no início de 2020. O hotel flutuante e spa foi projetado pelos arquitetos Bertil Harström e Johan Kauppi.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).