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Um destino para todos: os detalhes sobre Bangkok, por Malu Neves

Na Tailândia, Bangkok é um destino para todos e tem muito para ser descoberto!

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Por Malu Neves, do Guide Me To

Na Tailândia, Bangkok é um destino para todos e tem muito para ser descoberto!

Cruzar dois oceanos, virar o fuso horário de ponta cabeça e me organizar para sair do Brasil a Bangkok em menos de 20 dias se tornaram detalhes simples quando me deparei com o choque cultural, no instante em que pisei na Tailândia. Acho que sempre faltarão palavras para explicar bem o que é viver – e sentir – este país de costumes e hábitos tão diversos do nosso. Fui impactada pela cordialidade dos tailandeses que, por sua essência, querem agradar e servir; senti na pele a umidade e o calor fora do comum como se a todo momento meu corpo estivesse dentro de um caldeirão; entendi a devoção e o mindset dos tailandeses frente à maravilhosa filosofia budista; conheci pessoas e lugares que me mostraram o significado do desapego; me alimentei como uma rainha e, por fim, deixei meus olhos transbordarem d’água antes de partir.

Malu Neves na Tailândia (Foto: acervo pessoal)

Bangkok é um destino para todos! A cidade não tem preconceitos e oferece o que você está procurando, seja lá o que for: comida de rua, restaurantes sofisticados, centros comerciais de país de primeiro mundo, transporte eficiente, templos budistas, passeios de barco, escapes para a natureza, trânsito intenso sem estresse, vida noturna agitada…tem de tudo e para todos.

Detalhes de Bangkok (Fotos: Malu Neves)

Comer e beber

A culinária tailandesa é por natureza bastante apimentada. Por mais que os ocidentais peçam pouca pimenta (e devem!), o prato nunca virá sem pimenta alguma. Outra particularidade que me agradou muito foi degustar os quatro sabores perfeitamente bem nas refeições, sempre equilibrados. Existem alguns pratos clássicos da cultura que acredito serem imprescindíveis provar. Começando pela famosa Green Papaya Salad – que de fato é preparada com a fruta, mas não é doce, porque é feita quando ela ainda está verde. É um dos pratos mais comuns da cozinha local e vai com açúcar de palma, amendoim torrado, tomate, vagem e temperos (podendo ou não conter proteína animal, como camarão). Outros dois pratos deliciosos são o Pad Thai – famoso macarrão com legumes, com ou sem carne – e o Green Curry, que usualmente pode ser feito com frango e ótimo para acompanhar arroz de jasmin.

Green Curry, Pad Thai e Green Papaya Salad (Foto: Malu Neves)

Dois restaurantes de propostas bem diferentes dos quais recomendo de olhos fechados: o clássico e charmoso Sala Thip, restaurante do Hotel Shangri-la, para uma ocasião mais formal; e o rooftop do restaurante Supanninga Eating Room, mais descolado às margens do rio com vista para o Wat Arun, um dos templos mais visitados da cidade. Pra sair à noite, adoro o clima despojado e super fun do Bar Escape, que fica dentro do complexo-shopping EmQuartier; outro lugar que vale a pena explorar seja de dia ou de noite é a rua Soi Nana, em Chinatown, que se tornou o novo hotspot de bares, galerias e cafés. Chinatown, aliás, é toda aquela loucura que se imagina: barulhenta, iluminada, lotada e alegre. Eu amei! Tanto que fui três vezes. E ao contrário do que possam pensar, as barracas e estações de comida mantém a higiene no preparo dos pratos e dá pra comer lá sim, embora algumas delas não tenham uma estética tão atraente.

Chinatown em Bangkok (Foto: Malu Neves)
Room view do Shangri-la (Foto: Malu Neves)

Hospedagem

Para quem gosta de Airbnb, recomendo abrir uma exceção e se hospedar em hotel, porque a cadeia da hospitalidade em Bangkok é um primor. Eu adorei o Okura e não me lembro de um hotel que cuida dos amenities e gifts para seus hóspedes com tanta maestria como este. Faz parte de uma rede japonesa com hotéis dentro e fora da Ásia. Um dos pontos altos é sua piscina de borda infinita debruçada para os centros comerciais de Bangkok e a decoração minimalista e elegantérrima de todo o hotel. Outra proposta de hospedagem que gostei muito é o Shangri-la – nome já bastante reconhecido na hotelaria e com um perfil mais “classicão antigo”, daqueles que ainda preservam carpete nos quartos. Por falar em quarto, a vista da enorme janela é deslumbrante sobre o rio Chao Phraya. Mas o que mais gostei aqui foi a fartura do café da manhã que literalmente agrada a todos os tipos de paladar. Comida tailandesa, indiana, vegana, americana, divididas por estações bem organizadas, tudo sempre fresco. Detalhe: tem até uma pequena sorveteria dentro do enorme buffet! Em qualquer um dos hotéis, não deixe de fazer uma massagem. O ritual da chegada, com o receptivo do chá, a entrega daquele roupão que você quer abraçar pra sempre, os aromas, as técnicas das terapeutas, o conforto das salas… É uma experiência realmente incrível. A Tailândia é referência mundial quando se fala no assunto. E não precisa estar hospedado para usar o Spa desses hotéis.

Okura Hotel (Foto: Malu Neves)
Barcos long tail no rio Chao Phraya e Wat Arun no fundo (Foto: Malu Neves)

Passeios

Os diversos estilos de barco que circulam pelo rio Chao Phraya não só levam de um ponto a outro como um transporte qualquer, como também fazem às vezes dos ônibus de turismo que vemos nas capitais, aqueles de estilo “sightseeing”. Locomover-se e passear de barco – seja por meio daqueles pequeninos, dos long tails ou mesmo dos ferry (sem custo) -, são um meio de locomoção prático e barato e ótimos para ter uma boa visão da vida que acontece em torno do rio.

Como não se vai a Bangkok sem visitar os templos, elejo os que considero absurdamente especiais: o templo Sri Maha Mariamman, dedicado às divindades do hinduísmo, que descobri por acaso numa de minhas andanças sem rumo e fiquei impressionada com a riqueza de detalhes e cores; dificilmente este templo entrará no roteiro de um guia turístico, justamente porque ele não é dos mais populares e propagados pelo turismo local. Já o Wat Arun (Templo do Amanhecer) foi o primeiro templo da minha lista de desejos antes de sair do Brasil. Ficava admirando seus retratos pela internet e quando pude vê-lo na minha frente foi de fato bem emocionante. O pinácolo, ponto mais alto deste templo, atinge 70 metros e isso o deixa imponentemente visível a quem passeia pelo rio Chao Phraya, sem contar lindamente decorado com pequeninas peças coloridas de vidro e porcelana Chinesa. Não deixe de reservar algumas horas para se esbaldar no Grand Palace, por mais de século morada de Reis da Tailândia e atualmente tido como uma espécie de “coração espiritual” do país, tamanha é sua importância na história tailandesa. Esse palácio é basicamente um complexo com templos e monumentos, dentre eles o Buda Esmeralda – belíssimo.

Grand Palace (Foto: Malu Neves)

E se a sua estadia em Bangkok permitir reservar um dia para sair da cidade, recomendo alugar um carro e visitar uma das antigas capitais da Tailândia, chamada Ayutthaya e preservada pela Unesco, a cerca de uma hora da BKK. É um dos cenários mais emocionantes e inesquecíveis que já visitei.


Sobre o Guide Me To

O Guide Me To é uma ferramenta que me permite expressar minha vocação natural de enxergar a beleza onde ninguém mais vê, e ao mesmo tempo buscar experiências no mundo todo que aos “olhos comuns” podem passam despercebidas, diz sua fundadora Malu Neves. A minha narrativa propõe o equilíbrio necessário entre um texto profundo, observador e fotos autorais, com tudo aquilo que faz daquele lugar ser especial: uma cena cotidiana despercebida, a sapataria familiar há 5 gerações, a beleza no caos de grandes cidades, a relação entre estilo de vida e gastronomia, as nuances no comportamento de cada cultura, e dicas fundamentais que todo curioso precisa saber antes de embarcar. Podem ser lugares, pessoas, situações e comportamentos – contados de forma não óbvia – e que pretendem melhor informar e instigar a experiência de uma viagem, com um olhar profundo, sensível e observador. O Guide Me To é uma plataforma bilíngue para encantar a todos que buscam um guia inspirador antes de viajar, fala com qualquer nacionalidade e não se apega a uma faixa etária específica; porque viajar – seja na sua cidade ou fora dela – é pra qualquer idade.

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