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Notícias do Futuro: a vida após reabertura do comércio em Madrid por Vivi Hipólito

Como está a cena gastronômica em Madrid e os protocolos de segurança implementados nos bares e restaurantes da capital espanhola

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Esse dia chegou! E, para os que são como eu, a sensação é realmente inexplicável!

O simples fato de sentar em uma mesa, pedir um chopp gelado, uma taça de vinho (no meu caso, o Alvariño) e pensar nas possibilidades do que comer (após tanto tempo tendo apenas as opções restritas da sua própria geladeira e pouquíssimas opções de delivery – no auge da pandemia) … é muito incrível.

A Fase 1 de retomada após quarentena em Madri começou no dia 25 de maio e foi impossível conter a ansiedade (apesar de muitos madrilenos terem se segurado), então fui conferir o que já tinha aberto na esquina de casa. É um misto de torcida (para que os pequenos tenham conseguido sobreviver) com angústia (porque muitos não têm áreas externas e ainda não podiam abrir). Então consegui tomar um chopp gelado e pedir um prato do, agora, enxuto menu.

O menu dos restaurantes só por QR Code – que ficam fixos nos potes de álcool em gel das mesas (Foto: Vivi Hipólito)

Alguns lugares mudaram, inclusive, o ‘modus operandi’ do estabelecimento. Um bar que era focado em drinks e recebia jovens para ‘copas’ em sua larga calçada, criou 3 tipos de menu (que vão de 19 a 30 euros) e dão direito a 1 entrada + 1 prato + 1 bebida. Para se sentar aqui, precisa necessariamente pedir o menu. Uma maneira encontrada para aumentar o faturamento após tantos dias fechados.

Cardápios e cartas de vinhos ganharam práticos QRCode’s. No Aarde (um dos seis restaurante do grupo El Paraguas, de um brasileiro genial, que tem casas como o Ten Con Ten e Amazônico), os QRCode’s estão em dispensers de Álcool Gel em todas as mesas.

Se antes já era necessário fazer reservas, agora é mais que primordial. Afinal, os estabelecimentos espaçaram suas mesas e seguem ainda trabalhando com 40% – 50% da capacidade.

Uma boa notícia: para estabelecimentos que tinham apenas mesas internas, vagas para parar carros na rua, deram lugares a algumas mesas.

No dia 8 de junho, entramos na Fase 2 e todos os bares e restaurantes (mesmo sem área externa) puderam abrir, seguindo todo o protocolo de segurança, como distanciamento de 2 metros entre os clientes.

Ainda não é possível sentar no balcão para um aperitivo, bebida ou espera de mesa. Mas a alegria de reencontrar um garçom amigo, pedir um prato favorito e voltar a reunir uma turma (de até 15 pessoas) à mesa, já são razões suficientes para comemorar.

As mesas ganham espaço, pois além dos cardápios que saíram de cena, galheteiros e porta-guardanapos também não podem estar lá. No Baby Grill Terraza Rubayat (que não precisa de reserva, então consegui ir no primeiro fim de semana da Fase 1), os talheres e guardanapos chegam nessa embalagem a vácuo. O mesmo acontece o próprio Rubayat (na rua de trás).

Aos poucos, a vida vai entrando nesse “novo normal”. Não vemos o sorriso da brigada (sempre de máscaras), mas podemos sorrir assim que nos sentamos à mesa (e podemos tirá-las).

Já podemos voltar a sentir todos os sabores que a gastronomia nos proporciona e essa sensação inexplicável de nos sentir “abraçados”, mesmo que com 2 metros de distância e o uso de mascarillas.

Talheres chegam à mesa embalados a vácuo (Foto: Vivi Hipólito)
Talheres chegam à mesa embalados a vácuo (Foto: Vivi Hipólito)

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