Guia Portugal: os restaurantes imperdíveis de Lisboa

Lisboa é uma das melhores cidades para se comer bem no mundo! Veja as dicas

Restaurante Belcanto Lisboa

Definir onde comer em Lisboa é uma tarefa difícil, pois são tantos endereços incríveis que dá vontade de fazer seis refeições ao dia para conseguir conhecer todos. Nomes de chefs como Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Vítor Sobral e Manuela Brandão, entre muitos outros, colocaram a cidade entre as melhores para se comer bem no mundo

Estrelados

 

Belcanto por José Avillez é considerado o melhor da cidade (Foto: Tina Bornstein)
Belcanto por José Avillez é considerado o melhor da cidade (Foto: Tina Bornstein)

O primeiro a receber duas estrelas do Guia Michelin na cidade e 42º lugar na lista “The World’s 50 Best Restaurants”, o Belcanto por José Avillez é considerado o melhor da cidade com menus que recriam, reinventam e vão além das tradições da gastronomia lusitana, pois cada prato conta uma história e promete emocionar. O Alma, também duas estrelas Michelin, traz as influências e referências do chef Henrique Sá Pessoa em suas viagens pelo mundo, a paixão pela Ásia, o conhecimento da cozinha tradicional portuguesa e a vida cotidiana em Lisboa.

O Eleven, resultado da paixão pela gastronomia de um grupo de amigos, incluindo o chef alemão Joachim Koerper, que comanda a cozinha, tem inspiração mediterrânea e trabalha apenas com produtos frescos, de acordo com a sazonalidade. É um dos mais aclamados da cidade e já premiado com uma estrela Michelin com pratos ricos em criatividade e sabor.

Petiscos deliciosos da moderna comida tradicional portuguesa executados com perfeição, sob a batuta do chef Vitor Sobral no Tasca da Esquina. Experimente as lascas de bacalhau com batata e ovo ou a morcela com maçã. Termine com o pão-de-ló com espuma de canela. A Taberna Rua Das Flores, aberta apenas para o almoço, já lota logo cedo pelas pessoas locais, atrás dos bem-servidos pastéis de bacalhau com arroz de tomate, as iscas ou as sopas caseiras. Tem vinho da casa servido em copo baixo, limonada e sobremesas (bem) açucaradas, como pede a tradição lusa. Muito importante: não são aceitos cartões de débito/crédito, portanto, é aconselhável levar dinheiro.

Uma joia escondida no antigo bairro mourisco da Mouraria, o Zé da Mouraria, que abre apenas para o almoço, onde o fado é um elemento pulsante, estampado também nas paredes de azulejos típicos.  Nesta tasca raiz, o bacalhau é protagonista e ingrediente farto – vem em uma travessa com porções generosas de grão de bico e batatas ao murro, que serve até três pessoas. Vale a pena fazer reserva antes, pois a lotação e a satisfação são garantidas.

Tradicionais

 

Cervejaria Ramiro (Foto: Tina Bornstein)
Cervejaria Ramiro (Foto: Tina Bornstein)

Se a gastronomia é o grande atrativo do local, o ambiente e a decoração não ficam atrás da tradicional e famosa casa de 1974. A cozinha do Minho é a estrela do Solar dos Presuntos, que traz ótimos clássicos como Polvo à Galega e Amêijoas à Bulhão Pato. Já o b>Solar do Nunes, oferece uma das melhores comidas do Alentejo na capital lisboeta. Com ótimo custo-benefício, desde 1988 oferecem as mesas fartas com delícias da região do azeite.

As Salgadeiras é um ponto de referência no Bairro Alto, com suas paredes em pedra, arcos originais, tijolos enquadrados. A famosa sopa de peixe que chega coberta com uma massa folhada é surpreendente, e o bacalhau à Braz é escolha certeira como principal. Mais do que um restaurante ou uma marisqueira, a Cervejaria Ramirofaz parte da história de Lisboa. Sempre com fila na porta, não aceita reserva, e é um local que turistas e locais aguardam ansiosamente por um cantinho para degustar as iguarias. Alguns dos itens “tem que pedir”: as gambas à “al guilho”, as amêijoas e o camarão tigre grelhado com molho de manteiga, cozinhado na perfeição e com um sabor inconfundível, tudo isso acompanhado de um bom chopp gelado. Ainda no clima de cervejaria, o Gambrinusconta muita história desde 1930. Para acompanhar o chopp, peça os impecáveis croquetes, com receita guardada a sete chaves.

Durante 35 anos, o Pap’Açorda angariou uma legião de fãs, de Sean Connery a Robert de Niro, e marcou a cena gastronômica da cidade. Agora saiu do Bairro Alto para o Time Out Market, num espaço com o dobro do tamanho do original. Manuela Brandão, que recusa o título de chef e prefere ser chamada de cozinheira, lista diversos clássicos no cardápio: costeletas de borrego; favas fritas com alho e chouriço; e, claro, a açorda. Peça também as rabanadas de vinho do Porto.

Internacionais & Cia

O JNcQUOI Ásia, aberto no último ano, traz um mix de sabores da Índia, Japão, China e Tailândia e já é um dos mais disputados endereços. Peça o Negitoro, um tartar de atum com gema, miso e wasabi sobre arroz, o Cheungfan de Camarão, um prato chinês de camarões envoltos em massa de arroz com molho doce, e o Caril Vindaloo, carne de porco que desmancha na boca de tão macia – mas é super apimentada. No 100 Maneiras de um dos mais famosos chefs da atualidade, Ljubomir Stanisic, são três menus-degustação que surpreendem a cada dia, pois o chef elabora com o que achou de mais fresco nos mercados no dia. O Prado, apesar de celebrar o melhor que Portugal tem para oferecer apenas com ingredientes nacionais, apresenta pratos totalmente fora do óbvio em um menu que muda constantemente com produtos sazonais e orgânicos. A carta de vinhos, uma seleção escolhida a dedo apenas com orgânicos e biodinâmicos.