por: Viagem e Gastronomia Viagem e Gastronomia

Top 10 pratos que contam a história de SP

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No aniversário de São Paulo, lembramos dez comidas que contam a história da capital paulista. São pratos ou lugares que resgatam a nossa infância (para aqueles que estão na faixa dos 40 anos) e têm sabor de uma São Paulo antiga – não necessariamente são as melhores opções hoje, mas tem aquela coisa de memória afetiva. Quer saber quais?

Pastel da Barraca do Zé

Na feira livre em frente ao Estádio do Pacaembu, na Praça Charles Miller, está um dos pastéis mais famosos e populares de São Paulo, na Barraca do Zé, feitos pelo feirante José Hiromi Mori. O salgado é vendido quatro dias da semana no local.

Praça Charles Miller/ Feira do Pacaembu – ter, qui, sex e sáb

O chopp do Bar Léo

Um dos bares mais tradicionais da cidade, o Bar Léo, inaugurado em 1940,  ficou conhecido pelo chopp, considerado um dos melhores de São Paulo. Uma mistura de bar alemão e pub, tem petiscos como o Hachapeter, com carne moída na hora, ou o Rococó, gorgonzola, copa, mostarda e pão preto.

Rua Aurora, 100 – Santa Efigênia

Marguerita da Pizzaria Speranza

São 58 anos de história da pizza marguerita mais premiada de São Paulo, com receita trazida de Nápoles pela família Tarallo.  A marguerita lá é levada tão a sério que é a única pizza que não deixam pedir meio a meio, pois o aroma e ingredientes não podem se misturar. Uma vez lá, não deixe de pedir o pão com linguiça, de entrada, e a pizza de berinjela, que vem fritinha com uma boa camada de mozzarella em cima.

A Speranza que trouxe a pizza marguerita para o Brasil e mantém a receita fiel até hoje

Bexiga: R. 13 de Maio, 1004 e Moema: Av. Sabiá, 786

O bauru do Ponto Chic

O queijo abundante derretido, no pão francês, com roast beef, tomate e pepino em conversa são a marca registrada do famosos bauru do Ponto Chic. O sanduba leva o apelido de seu fundador e por isso eles reivindicam a invenção do sanduíche. Para o queijo são quatro tipos fundidos em banho-maria (queijo prato, estepe, gouda e suíço). Hoje não tem mais o prestígio de antigamente, mas a memória de criança do bauru que chegava com o queijo derretendo ainda fica. Segundo sua história, a inauguração da loja mais tradicional do Ponto Chic, no Largo do Paissandu, em 1922, coincidiu com a Semana de Arte Moderna, e logo os intelectuais, artistas e modernistas adotaram o bar como reduto. Alguns dos adoradores do bauru do Ponto Chic: Mario de Andrade, Anita Malfatti, Monteiro Lobato, entre outros.

O bauru, com queijo fundido, do Ponto Chic

Largo do Paissandu, 27 

O empório Casa Godinho

O empório de 1888 tem uma variedade de queijos, antepastos, vinhos e outras delicias, entre elas o bacalhau. Mantém parte da sua decoração original, como o piso. Teve como clientes Assis Chateubriant, Adhemar de Barros, Jânio Quadros e José Ermírio de Moraes. A casa  foi declarada patrimônio cultural imaterial da cidade pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp).

Rua Libero Bardaró, 340 – Centro

O beirute do Frevinho

Pão sírio, finas fatias de roast beef e rodelas de tomate: em tamanho mini ou grande. Esta é a fórmula de sucesso do Frevo, que há 60 anos serve o sanduíche que hoje tem várias opções de recheio, até versão parmegiana. Em vários endereços, recentemente mudou da sua casa original na Oscar freire para a casa praticamente da frente, levando toda a sua decoração tradicional. Opção mais para um lanche rápido, ainda vem na cabeça quando queremos um beirutinho.

Mini Beirute tradicional do Frevo

Rua Oscar Freire, 588, Jardim Paulista

Pão de queijo da Hadock Lobo

Como eles mesmo dizem: “não inventamos este clássico, apenas o consagramos”, a falta de modéstia é justificada: em uma pequena porta da agitada rua dos Jardins, mais de 1 mil pães de queijos são vendidos diariamente. A casa de 1968 deve grande parte de seu mérito ao Tião, por 40 anos a frente dos famosos pães e coloriu o balcão com seu sorriso e bom humor. Para arrematar, um bom-bocado de sobremesa.

Rua Haddock Lobo, 1408 – Jardins

Polpettone do Jardim de Napoli

O melhor polpettone de São Paulo tem receita guardada a sete chaves, difícil alguém conseguir reproduzir. Ele é recheado com mozzarella e coberto com molho de tomate e parmesão. Para nós, o do Jardim de Napoli é imbatível (R$60, o grande). Quem concorda?

O famoso polpettone do Jardim di Napoli

Rua Martinico Prado, 463 – Higienópolis 

Padaria Santo Domingos

Localizada embaixo de um viaduto, no bairro do Bexiga, a Padaria Santo Domingo tem o pão italiano mais famoso da cidade e uma sardela que também é incrível. A casa de 1913 é uma mercearia como as de antigamente, cheia de massas, antepastos, vinhos e embutidos artesanais. Para sobremesa peça a torta de ricota ou o cannoli com recheio de creme.

Rua São Domingos, 330 – Bexiga 

Sanduíche de mortadela do Mercado Municipal

O sanduíche de mortadela do Mercado Municipal é mais que uma tradição paulistana, é obrigatório para qualquer turista. Sim, ele é grande, exagerado e outras padocas têm melhor, mas conta a história de SP, não? Onipresente nas diversas barracas, assim como o pastel de bacalhau, o mais tradicional é o sanduíche do Bar do Mané, que oferece o farto e super recheado sanduba desde 1933. E o pastel de bacalhau famoso é do Hocca Bar.

Rua Da Cantareira, 306 – Centro

Fotos: divulgação 

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