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Oteque, melhor restaurante do Rio de Janeiro, reabre com menu impecável

Estabelecimento está entre os melhores da América Latina e possui uma estrela Michelin

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Considerado um dos melhores restaurantes do Rio de Janeiro, o Oteque, do chef Alberto Landgraf, tem uma cozinha contemporânea com um menu que muda diariamente. Aqui, sabor, criatividade e precisão reverteram em prêmios e uma memorável experiência gastronômica

Peito de pato de Landgraf (Foto: Daniela Filomeno)

Teque em latim significa lugar. Com a ideia de ser “o lugar”, surgiu o nome Oteque. E merece seu nome de batismo de “o” lugar. Despojado, o restaurante fica na gastronômica Condé de Irajá, no Botafogo, que abriga o Lasai, Irajá, entre outros. Desde que mudou de São Paulo para o Rio, o chef Alberto Landgraf vem angariando prêmios no Oteque.

Eleito melhor restaurante contemporâneo pela Veja Rio em 2019 e 2018, a casa de Landgraf figura entre os melhores restaurantes da América Latina, na 23° posição, na celebrada lista no meio gastronômico pelo The World 50 Best. Também tem uma estrela no Guia Michelin. E tudo isso com apenas dois anos de vida. Ok, mas não viemos para comer estrelas, sim pela comida, que é impecável.

O ambiente impressiona, ao cruzar a pequena porta de entrada de um casarão histórico de 1938, o visitante se depara com um amplo salão, cozinha aberta ao fundo e tubulação do ar à vista, dando uma ar de despojado. Mesas de madeira, taças e talheres sofisticados e uma boa carta de drinques mostram que o refinamento está nos detalhes. E na comida.

Menu

Diariamente o cardápio muda, de acordo com os produtos mais frescos do dia. Espere um menu leve e elegante, com combinações como cherne, vinagrete de alga e pinoles; ou a suculenta ostra que vem mergulhada no suco de maça verde para uma bocada só. Dos legumes, o brócolis grelhado poderia perder o brilho, se não fosse o ponto perfeito com vinagrete de mel e fermento seco, como uma farofa, impressionante. Segue para lulas e shimeji em fatias finas e mergulhados em um creme de legumes, onde não dispensará uma gota ao receber o pão quentinho. Aliás, guarde um pouco para o caldo do camarão feito com pirão e pimenta de cheiro.

Cherne, vinagrete de algas e caviar (Foto: Daniela Filomeno)

Nos pratos principais uma pescada amarela derrete na boca com uma cama de leite de coco, cúrcuma e pupunha. Quem não quiser finalizar o menu no peito de pato, pode adicionar mais um prato: o macio entrecôte de wagyo em seu próprio molho. O mais interessante é que para finalizar o jantar, nada de sobremesas pesadas: um leve sorbet de morando, com um telhado de leite seco, tangerina e pimenta sichuan. Queria muito ter seguido para o prato de queijos brasileiros, mas infelizmente a capacidade já estava completa, resta voltar em breve.

O menu de oito tempos (R$ 385 por pessoa) é servido para todos à mesa, respeitando restrições alimentares. Além de produtos sazonais, uma preponderância de tenros frutos do mar.

Restaurante Oteque (Foto: Daniela Filomeno)
Restaurante Oteque (Foto: Daniela Filomeno)

Segurança e protocolos

Seguindo as regras dos novos protocolos de segurança, mesas espaçadas, álcool em gel e nada de guardanapo de tecido, o Oteque está de volta depois de um período fechado, nesta quarentena. Exatamente pela limitação de capacidade, a reserva é feita antecipadamente, assim como paga.

Ingredientes

A preocupação com a seleção dos ingredientes é sentida a cada garfada. A casa só utiliza fornecedores locais, como o pescador Antonio Amaral, que cuida junto com o chef da seleção diária dos peixes e frutos do mar. Ostras variam de acordo com a melhor produção e chegam do Rio Grande do Norte, Angra dos Reis (RJ) e Santa Catarina, para manter o frescor o restaurante tem um aquário que as mantêm vivas. Todos os legumes são orgânicos – até para a refeição dos funcionários -, vindo de produtores de pequenos sítios; as carnes são escolhidas a dedo apenas de produtores com as melhores práticas.

Alberto Landgraf

Landgraf não é fã da autopromoção e de muita exposição, mesmo assim seu trabalho cada vez mais chama a atenção. Em 2019, foi eleito o chef do ano pelo jornal O Globo e pela revista Veja Rio e classificação máxima do Jornal O Globo. Também foi o único restaurante a receber em Londres um prêmio por sua criteriosa carta de vinho.

Antes, Landgraf comandava o saudoso (e também premiado) Epice, nos Jardins, em São Paulo. Com formação em Londres, na West Minister College, deixou a capital paulista para se aventurar no Rio de Janeiro.

Serviço Oteque 
Rua Conde de Irajá, 581 – Botafogo, Rio de Janeiro / Informações e reservas: info@oteque.com.br e (21) 3486-5758

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