Conheça os destinos abertos a viajantes vacinados contra a Covid-19

Do Chipre às ilhas Seychelles, saiba quais são os sete lugares ao redor do mundo que reabriram ou revelaram planos de abrir aos turistas vacinados

Chipre

Como a pandemia de Covid-19 continua causando estragos no setor de viagens, inúmeros destinos ao redor do mundo estão distribuindo vacinas para seus cidadãos mais vulneráveis – o que pode apressar a recuperação do turismo.

O Reino Unido já vacinou mais de 15 milhões de pessoas, enquanto os EUA estão atualmente aplicando 1,6 milhão de doses por dia. Enquanto isso, a Dinamarca anunciou planos para lançar um passaporte digital para coronavírus até o final de fevereiro. Ele servirá como documentação que prova que o titular foi totalmente vacinado contra a Covid-19. Embora seja importante ressaltar que as principais vacinas contra o coronavírus são cerca de 95% eficazes, o que significa que os indivíduos imunizados ainda podem ser infectados e espalhar o vírus para outras pessoas, não há dúvida de que essas aplicações bem-sucedidas são um passo na direção certa. Como resultado, vários destinos estão optando por suspender as restrições de fronteira para viajantes que foram vacinados ou facilitá-las significativamente.

Do Chipre às ilhas Seychelles, conheça os sete destinos que reabriram ou revelaram planos de abrir aos turistas vacinados.

Chipre

Em dezembro, Chipre se tornou o primeiro destino a anunciar planos para permitir a entrada de viajantes que foram totalmente vacinados sem a necessidade de entrar em quarentena. Além disso, os visitantes que fornecerem prova de que receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19 terão permissão para visitar o país no Mediterrâneo sem precisar mostrar um resultado de teste PCR negativo na chegada.

Isso provavelmente se aplicará apenas a quem chega de destinos na lista de países seguros emitida pelo governo cipriota, que é atualizada regularmente. Além disso, Chipre recentemente fez um acordo com Israel que permite aos viajantes vacinados viajarem entre os países sem restrições. “O plano de ação alterado deve aumentar ainda mais o interesse das companhias aéreas em realizar voos adicionais para o Chipre, melhorar a conectividade e aumentar o tráfego de passageiros”, disse o ministro dos transportes, Yiannis Karousos, ao jornal “Cyprus Mail” quando o plano foi anunciado no final do ano passado.

Embora tenha sido alegado anteriormente que as novas regras entrariam em vigor em 1º de março, a data de início da nova regra ainda não foi confirmada pelo governo. Atualmente, os viajantes que têm permissão para visitar o Chipre têm a opção de apresentar um teste PCR negativo feito 72 horas antes da viagem ou fazê-lo na chegada. Os turistas devem então entrar em quarentena por duas semanas em acomodações designadas pelo governo. O período de isolamento pode ser ligeiramente reduzido se os viajantes forem submetidos a um teste molecular no décimo dia de quarentena por conta própria e receberem um resultado negativo.

Estônia

A Estônia não apenas suspendeu os requisitos de quarentena obrigatórios para os viajantes da União Europeia como também os retirou para quem apresentar provas de que se recuperou da Covid-19 nos últimos seis meses. O país do norte europeu também está aceitando vacinas de nove fornecedores em todo o mundo, em vez de apenas da Moderna, Pfizer-BioNTech ou Oxford-AstraZeneca, as três que foram aprovados pela União Europeia.

Apenas certificados de vacinação escritos em estoniano, russo ou inglês serão reconhecidos e os visitantes que já tiveram Covid-19 deverão apresentar um atestado médico, bem como um teste PCR recente indicando que não estão mais infectados com o vírus. “Isso é para mostrar solidariedade mútua. Se levarmos em consideração as vacinas em uso em outros países, podemos esperar que aqueles usadas em nosso país também sejam levadas em consideração em outros lugares”, afirmou Hanna Sepp, chefe do Departamento de Vigilância de Doenças Infecciosas e Controle de Epidemias do país à rede de TV local ERR News.

A Estônia atualmente impõe uma quarentena obrigatória de dez dias para chegadas, com exceções para países europeus considerados de baixo risco, como Bulgária, Islândia e Noruega. Além disso, viajantes devem mostrar evidências de um teste PCR negativo obtido dentro de três dias antes da chegada. Aqueles que chegam do Reino Unido também devem apresentar um teste PCR negativo, feito 72 horas antes da chegada.

Estônia
Estônia (Alexander-Spatari / Getty Images)

Geórgia

A Geórgia, que fica no cruzamento entre a Ásia e a Europa, também optou por suspender as restrições para viajantes totalmente vacinados. O Ministério das Relações Exteriores da Geórgia anunciou recentemente que todos os visitantes que receberam duas doses de qualquer vacina contra a Covid-19 têm permissão para entrar no país sem precisar mostrar um teste PCR negativo.

“Cidadãos de todas as nações, viajando de avião a partir de qualquer país,  podem entrar na Geórgia se apresentarem o documento que confirme o curso completo (duas doses) de qualquer vacina contra a Covid-19 nos postos de controle de fronteira da Geórgia”, escreveu o Ministério das Relações Exteriores da Geórgia em um comunicado. Já os viajantes não vacinados devem apresentar um resultado negativo no teste PCR obtido nas 72 horas anteriores à viagem e são obrigados a fazer um segundo teste “às suas próprias custas” no terceiro dia de sua estada.

Aqueles que estiveram para o Reino Unido dentro de 14 dias de sua visita devem passar por uma quarentena obrigatória de 12 dias após entrar na Geórgia.

Islândia

A partir de 1º de maio, viajantes totalmente vacinados de países da União Europeia, bem como de Liechtenstein, Noruega e Suíça, podem pular a quarentena quando chegarem à Islândia e não serão obrigados a apresentar um teste PCR negativo.

Os turistas que portarem um comprovante de vacina em papel em islandês, dinamarquês, norueguês, sueco ou inglês, provando que receberam duas doses de uma das três vacinas principais contra a Covid-19, estarão isentos das restrições de fronteira. No entanto, aqueles que apresentarem um documento “inválido” terão que “passar por dois testes com quarentena intermediária”, segundo a Diretoria de Saúde da Islândia.

O destino popular também está planejando emitir “certificados de vacinação” aos cidadãos islandeses que foram vacinados “para facilitar a circulação de pessoas entre os países”. Atualmente, turistas não vacinados vindos de destinos onde a viagem para a Islândia é permitida devem fazer um teste para Covid-19 na chegada, depois entrar em quarentena por cinco a seis dias e fazer um segundo teste. Isenções serão aplicadas em algumas circunstâncias, como aquelas com um motivo médico válido.

Islandia
Islândia (Marco Bottigelli /Getty Images)

Polônia

Viajantes de países da UE podem visitar a Polônia sem passar pela quarentena obrigatória de dez dias “com base em um certificado que confirma a vacinação contra Covid-19”. Em 28 de dezembro, o país europeu suspendeu as restrições para chegadas de quem estiver totalmente vacinado. Também pode entrar quem apresentar um teste negativo para SARS-CoV-2 na chegada, desde que não tenham se passado mais de 48 horas entre a emissão do resultado e o momento em que cruzam a fronteira.

Romênia

Todos os viajantes que chegam à Romênia de destinos permitidos e que foram totalmente vacinados contra a Covid-19 estão isentos da quarentena na chegada. A medida entrou em vigor em 18 de janeiro. As novas regras foram anunciadas pelo Comitê Nacional para Situações de Emergência (CNSU) do país europeu, que estipulou que os visitantes e residentes que retornam precisam apresentar evidências de que receberam duas doses da vacina para evitar o isolamento obrigatório.

A segunda dose deve ter sido administrada pelo menos dez dias antes da chegada. “A comprovação da vacinação, incluindo a data de aplicação da segunda dose, deverá ser feita através de documento expedido pela unidade de saúde que a administrou, seja ela na Romênia ou no exterior”, declarou o CNSU em um comunicado. No momento, os viajantes que chegam de países da “lista amarela” elaborada pelo governo romeno, composta por destinos de alto risco epidemiológico, são obrigados a cumprir quarentena de 14 dias. Aqueles que submeterem um PCR feito pelo menos 72 horas antes da entrada devem ficar em quarentena por dez dias.

Romenia
Romenia (Alexander-Spatari / Getty Images

Seychelles

Em janeiro, as ilhas Seychelles se juntaram ao crescente número de destinos que suspenderam requisitos de quarentena para viajantes vacinados contra a Covid-19. Os turistas imunizados agora têm permissão para entrar no destino remoto, situado na costa da Tanzânia, sem ter que ficar em quarentena por dez dias. No entanto, aqueles que receberam as duas doses de qualquer vacina contra a Covid-19 ainda precisam apresentar um resultado de teste PCR negativo feito dentro de 72 horas antes da viagem, bem como um certificado de autoridade nacional de saúde do país do viajante confirmando que o turista foi totalmente vacinado.

Para os viajantes não vacinados vindos de países que estão nas categorias 1 e 2 da lista das Seychelles e aqueles que chegam em jatinho particular, a regra é isolamento por dez dias e resultado de PCR negativo obtido em até 72 horas antes da chegada. A nação de 115 ilhas e menos de 100 mil habitantes pretende se tornar a primeira a vacinar toda a sua população, algo possível após a doação de 50 mil doses do governo dos Emirados Árabes Unidos. O presidente Wavel Ramkalawan espera que mais de 70% dos cidadãos estejam vacinados até meados de março. As restrições serão ainda mais relaxadas se essa meta for atingida, o que significa que aqueles com permissão para entrar nas Seychelles terão apenas que apresentar prova de um teste PCR negativo para Covid-19 feito 72 horas antes da viagem.

Seychelles
Seychelles (Frederic-Collin Getty Images)

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).